Hérnia de Hiato

O que é:

A doença do refluxo gastroesofágico acontece quando o paciente apresenta refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago em índice patológico, quando este refluxo causa sintomas ou quando faz lesão no esôfago.
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Os sintomas

O principal sintoma do refluxo é a azia ou sensação de queimação na parte alta do abdômen e/ou no meio do tórax.

Os outros sintomas são divididos em esofágico e extra-esofágicos.

Entre os esofágicos temos: dor forte no peito simulando infarto do coração, sensação de refluxo dos alimentos, mau hálito, vômitos freqüentes e dificuldade para engolir.

Entre os extra-esofágicos temos: tosse crônica, asma, sinusite, pigarro e rouquidão.

O diagnóstico

A endoscopia é o primeiro exame usado em pessoas com sintomas de refluxo e a esofagite (feridas no esôfago) quando encontrada normalmente fecha o diagnóstico. Outros achados sugestivos são a hérnia de hiato e a incompetência do cárdia.

Na dúvida o exame de maior acurácia é a pHmetria (fala-se peagámetria). Consiste em um fino cateter que é introduzido pelo nariz até a porção final do esôfago onde permanece por 24 horas medindo a acidez. Este cateter é ligado a um gravador. Para fazer o exame o paciente deve ficar 10 dias sem usar medicamentos que diminuem a acidez do estômago para não dar falso negativo.

Outro exame que também pode ser usado é a seriografia que é um raio X em que o paciente bebe um contraste que mostra o funcionamento e a anatomia do esôfago e estômago.

Mesmo que os exames sejam inconclusivos ou negativos para o refluxo, se o paciente tiver sintomas, pode-se diagnosticar doença do refluxo gastroesofágico.

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O tratamento

Existe o tratamento clínico e o cirúrgico.

A cirurgia está indicada para os pacientes que não respondem ao tratamento clínico ou que necessitam uso contínuo de medicamento e optam por operar. Atualmente a cirurgia é realizada por vídeolaparoscopia em que são feitos cinco furinhos no abdômen.

Raramente pode ser impossível realizar a cirurgia por vídeolaparoscopia. Combine antes com seu médico que se isto ocorrer se deseja que a cirurgia seja convertida para laparotomia(corte) ou se prefere que não seja concluída.

A cirurgia consiste em diminuir o orifício do diafragma por onde passa o esôfago e construir uma válvula que impede o refluxo. O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdômen e a válvula é feita com o estômago dando uma volta sobre o esôfago.

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Recomendações pré-operatórias:

Se usa algum medicamento avise seu médico mesmo que seja fitoterápico.
Faça jejum de alimentos sólidos por 8 horas antes do horário marcado para a cirurgia e 6 horas para líquidos.

Recomendações pós-operatórias:

Normalmente o paciente tem alta hospitalar no dia seguinte a operação.

O maior cuidado no pós-operatório é com a dieta que deve ser progressiva e cuidadosa para não acontecer engasgos.

Recomendo iniciar com dieta liquidificada com colher pequena. Toma uma, espera para ter certeza que passou, toma outra e quando estiver bebendo rápido e sem engasgo pode passar para a colher média. Toma uma, espera para ter certeza que passou toma outra. Quando estiver bebendo rápido e sem engasgo pode passar para a colher grande. Repete todo o cuidado. Quando estiver bebendo fácil, passa para dieta liquidificada mais espessa, volta para a colher pequena e reinicia todo o processo. Depois passa para pastoso. Depois pastoso com pedacinhos de alimentos cozidos e moles como macarrão ou batata. Depois alimentos sólidos com molho. Alimentos secos, peixe cozido, frango bem cozido, carne moída e por último carne vermelha.

Se engasgar não force, não beba. Levante, levante os braços, respire fundo. Se você seguiu as recomendaçoes anteriores provavelmente vai passar. Se não passar, ficar com dor e salivação, pode ser necessário uma endoscopia para desobstruir ou muito raramente reoperação.

A dificuldade para engolir varia de pessoa para pessoa. Alguns já comem sólidos em uma semana. Até tres meses é considerado normal algum grau de disfagia. A maioria leva em torno de um mes para alimentar-se normalmente.

Enquanto estiver com restrição alimentar pode haver diminuição do número de evacuações.

É esperado aumento da flatulencia(gases) pois a cirurgia é feita para impedir o refluxo então os gases não voltam como eructação.

Após a alta o paciente pode caminhar, subir escada e dirigir se estiver confortável.

Deve evitar esforços físicos como erguer pesos, empurrar pesos, andar de bicicleta e fazer abdominais.

Usará um antiinflamatório e um analgésico comuns enquanto tiver dor ou dolorimento.

Pode lavar os cortes durante o banho, secar bem e se estiverem bem secos pode deixar sem curativo. Se optar por curativo este pode ser com Band-Aid, micropore, micropore com gaze ou esparadrapo.

Os pontos serão retirados entre sete e dez dias.

Sinais de alarme no pós-operatório – Ligar para o médico

– Febre constante com temperatura acima de 38ºC
– Náuseas e vômitos
– Aumento da dor abdominal
– Sangramento contínuo na ferida operatória
– Distensão abdominal (inchaço na barriga)
– Palidez com freqüencia cardíaca maior que 100
– Soluços
– Tosse constante ou respiração curta
– Vermelhão ao redor das feridas ou saída de secreção delas.

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